Sobre uma das coisas que eu
gostaria de falar nesse blog é sobre séries que são importantes para
mim, mas que não vejo muita gente comentando nessa era de Game of Thrones, House
of Cards, Orange Is The New Black, entre outros sucessos atuais. Para
isso teremos semanalmente a coluna “Por que assistir...” e vamos começar com aquela que talvez seja uma
das séries que mais tocou a minha vida: Fringe.
Se tem algo que define os cinco anos que Fringe foi exibida na Fox é : Emoção. A série com o mesmo criador de Lost, com claras alusões a intocável Arquivos X e num canal conhecido por cancelar séries com baixa audiência, os fãs de Fringe viveram tempos difíceis sempre temendo o vindouro e provável cancelamento a cada temporada que passava.
E foram esses fãs e sua relação de amor com a série que fizeram ela ter cinco temporadas e principalmente um final digno...
Então por que assistir Fringe? Por que essa série de ficção científica que parece copiar todas as outras séries de ficção cientifica merece apreço?
Eu gosto de dizer que existem dois tipos de pessoas pra assistir Fringe: Primeiro, aquelas pessoas que não duvidam de nada, que veem o mundo por todas as possibilidades possíveis... Fringe era isso, uma série sobre como o nosso universo (ou universos) é muito mais do que ele aparenta e onde tudo é possível. Era uma série que mostrava, pelos seus casos de semana e tramas de temporada, como o ser humano não tem limites em seu poder de criação.
E segundo, se você é uma daquelas pessoas que acreditam na força dos sentimentos de amor e de amizade. Pois Fringe foi o que foi pelos sentimentos que aqueles personagens tinha um pelo outro, pelo amor de um pai pelo filho, de uma pessoa pelo seu (sua) amante, entre os amigos e pelo seu próprio universo.
E nada disso seria possível sem atores absolutamente fantásticos. De um lado você tinha Anna Torv, interpretando a durona protagonista e agente especial do FBI Olivia Dunham que se vê em um mundo cheio de bizarrices e experiências. Torv mostrou na série uma incrível variedade de emoções, uso do trabalho de corpo e vocal tanto na interpretação de Olivia quanto na de outras personagens que seria um baita spoiler falar. Joshua Jackson interpreta Peter Bishop, um consultor civil para o FBI, um papel difícil justamente pela sutileza das suas emoções não tão simples.
John Noble interpreta Walter Bishop. Pai de Peter, ele é um cientista responsável por experiências que ultrapassam as barreiras do que podemos considerar crível. Alguém aí lembra e John Noble interpretando Denethor, regente de Gondor em O Retorno do Rei? Uma foto aí em cima para lembrá-los. Noble faz aquele personagem que é o maior responsável por risadas e choros das pessoas que assistiram Fringe.
Fringe teve mais um fator extremamente positivo que foi sua soberba trilha sonora composta por Chris Tilton.
Outro elemento que fez Fringe uma série bem sucedida foi a forma como conseguia emergir você no universo dela através do uso de easter eggs como glyph codes que apareciam ao final de cada bloco de episódio e formava palavras conectadas ao episódio ou ao momento da série.
E por fim uma série de motivos aleatórios pra se assistir Fringe:
- Fringe tem universos paralelos com notas de dólares com a cara de Martin Luther King (Sim, universos paralelos com versões diferentes dos mesmos universos)
3. Fringe tem uma vaca chamada Gene.
4. Fringe tem Lance Reddick de The Wire (Alguém aí viu The Wire?)
Bem, fiz meu caso. Se você não quiser ver Fringe depois desse texto, eu entendo, ele não está lá essas coisas e esse é só meu terceiro post no blog. Mas voce deveria assistir, não vai se arrepender.


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